— Você não me entende…
Você não me entende.
E talvez nunca entenda
que o que eu carrego no peito
não é um simples peso,
é um universo quebrado
tentando continuar respirando.
Você não me entende,
quando digo que dói
e você escuta silêncio.
Quando peço colo
e você me oferece distância.
Quando tudo em mim grita
e, para você,
parece só mais um sussurro de cansaço.
Você não me entende…
e eu tento não te culpar.
É difícil enxergar o escuro
de quem aprendeu a chorar quieta.
É difícil decifrar a alma
de quem virou especialista
em esconder o próprio naufrágio.
Mas dói.
Dói porque eu tentei.
Abri minhas janelas.
Expus minhas tempestades.
Te mostrei meus medos
como quem coloca o coração
na palma da mão
esperando cuidado.
E, mesmo assim,
você não me entendeu.
E o pior…
é que agora nem eu mesma
sei se ainda posso
me explicar.
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